Dano ambiental provocado pelo tabaco
20 – Dano ambiental provocado pelo tabaco
Entre os danos ao meio
ambiente causados pelo fumo está o desmatamento, que tem duas finalidades:
limpar a terra para o plantio e produzir lenha para os fornos que curam (secam)
as folhas do tabaco.
No plantio e cultivo são
empregados fertilizantes químicos, agrotóxicos e desbrotantes em grandes
quantidades, para esterilizar o solo e exterminar as pragas. Estes causam doenças
no agricultor e em sua família, contaminam o solo e as águas e, conseqüentemente,
levam à contaminação e morte de animais. Os resíduos destes produtos
permanecem nas folhas do tabaco e são encontrados até no produto final
(cigarro, cachimbo, charuto, rapé, etc.), causando, também, malefícios aos
fumantes e aos não-fumantes expostos à fumaça resultante da queima do tabaco.
Um outro problema do plantio é a depleção dos nutrientes do solo, que é mais
intensa no caso do tabaco do que em outras culturas. Isso leva à necessidade de
uso de grandes quantidades de fertilizantes químicos.
Para a produção do
cigarro, a lenha é usada na cura (secagem) da folha. Neste processo, queimam-se
muitas árvores, na produção de uma árvore para cada 300 cigarros produzidos.
Além disso, árvores também são queimadas para a fabricação do papel
utilizado na manufatura do cigarro. Em 1994, foram produzidos 163,95 bilhões de
cigarros no Brasil, o que representou 546 milhões de árvores queimadas. Mesmo
que as zonas desmatadas sejam reflorestadas, não serão refeitas as condições
naturais quanto à flora e à fauna da mata nativa.
Aproximadamente 15 a 25%
dos incêndios, em todo o mundo, são causados por pontas de cigarros jogadas
inadvertidamente.