Tabagismo e renda familiar per capita


 

 

19 – Tabagismo e renda familiar per capita

Pesquisa realizada em 10 capitais brasileiras em 1988, mostrou que o consumo de cigarros tendia a ser menor nas classes de maior rendimento familiar per capita, e maior nas de menor rendimento. Essa diferença se deve, em grande parte, a maior desinformação das classes sociais economicamente mais pobres, da mesma forma que ocorre em outros países.

É importante notar que, entre a população de menor renda, uma grande parcela dos rendimentos é gasta com cigarros, em detrimento de outros itens prioritários, como, por exemplo, a alimentação. Este consumo maior, somado a outras condições às quais este grupo está submetido, como desnutrição, doenças infecciosas e do trabalho, leva a um adoecimento mais freqüente. Convém considerar que os ambientes confinados das pequenas moradias favorece, em muito, a inalação passiva das substâncias tóxicas por crianças, gestantes e pessoas doentes.

Ou seja: mais pobres, menor acesso ao sistema de saúde, menor informação, maior exposição a fatores de risco, entre eles o tabagismo, significando piora progressiva na qualidade de vida.