Tabagismo e renda familiar per capita
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– Tabagismo e renda familiar per capita
Pesquisa
realizada em 10 capitais brasileiras em 1988, mostrou que o consumo de cigarros
tendia a ser menor nas classes de maior rendimento familiar per capita, e maior nas de menor rendimento. Essa diferença se
deve, em grande parte, a maior desinformação das classes sociais
economicamente mais pobres, da mesma forma que ocorre em outros países.
É importante notar que, entre a população
de menor renda, uma grande parcela dos rendimentos é gasta com cigarros, em
detrimento de outros itens prioritários, como, por exemplo, a alimentação.
Este consumo maior, somado a outras condições às quais este grupo está
submetido, como desnutrição, doenças infecciosas e do trabalho, leva a um
adoecimento mais freqüente. Convém considerar que os ambientes confinados das
pequenas moradias favorece, em muito, a inalação passiva das substâncias tóxicas
por crianças, gestantes e pessoas doentes.
Ou seja: mais pobres, menor acesso ao
sistema de saúde, menor informação, maior exposição a fatores de risco,
entre eles o tabagismo, significando piora progressiva na qualidade de vida.