Nível de Nicotina e Monóxido de carbono no sangue
5 – Nível de Nicotina e monóxido de carbono no sangue de
fumantes
A
concentração de monóxido de carbono (CO), no sangue circulante aumenta
rapidamente pela manhã, continua a subir durante o dia e decresce à noite.
Aproximadamente 3 a 6% da fumaça do cigarro é composta de monóxido de
carbono. A concentração dessa substância na fumaça do cano de descarga de um
carro é de 30 a 80 mil partes por milhão (ppm); na fumaça do cigarro, é de
20 a 60 mil ppm. Qu
ando
inalado, o monóxido de carbono combina-se com a hemoglobina do sangue, formando
a carboxihemoglobina, reduzindo a capacidade do sangue em transpor oxigênio
para os tecidos do organismo. O monóxido de carbono, além de ser venenoso em
altas concentrações, está implicado em muitas doenças associadas ao fumo,
principalmente doenças cardiovasculares e respiratórias e também aos efeitos
danosos sobre o desenvolvimento do feto. Os fumantes têm níveis de
carboxihemoglobina de duas a 15 vezes maiores que os não-fumantes.
A nicotina, outra das substâncias
encontradas no cigarro, está relacionada ao infarto do miocárdio, ao câncer e
ao enfisema pulmonar, mas seu papel mais importante é reforçar e potencializar
a vontade de fumar. Ela atua da mesma forma que a cocaína, o álcool e a
morfina, causando dependência química, e obrigando o fumante a usar
continuadamente o cigarro. A nicotina também é venenosa em altas concentrações.
Para muitos fumantes, o
primeiro cigarro da manhã, afasta a sensação de desconforto causada pela
abstinência das horas de sono, quando não há reposição dos níveis sangüíneos
de nicotina. Durante o resto do dia, os fumantes mantêm os níveis de nicotina
fumando mais ou menos cigarros. A figura mostra este ciclo: a rápida elevação
dos níveis de nicotina e monóxido de carbono no sangue circulante, começando
pela manhã, atingindo o ápice durante o dia e diminuindo à noite, até a manhã
seguinte, quando volta a subir com os primeiros cigarros do dia, refazendo o
ciclo.